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Empresário da construção está mais otimista
Os empresários da construção civil brasileira mostraram-se mais otimistas tanto em relação ao desempenho futuro da empresa do setor quanto à condução da política econômica, apontou a 26ª Sondagem Nacional da Construção Civil, estudo realizado em fevereiro pelo SindusCon-SP, em parceria com a GVconsult.
Em quase todos os indicadores analisados houve melhora. As respostas confirmaram um cenário mais positivo nesses primeiros meses de 2006: as expectativas melhoraram consideravelmente, e o desempenho das empresas já acusou crescimento no primeiro bimestre.
A melhora de humor nas respostas do empresariado à 26ª Sondagem da Construção resultou em projeções bem acima das taxas de crescimento do ano passado. Mesmo assim, os números apontados agora apenas equiparam a percepção do empresariado ao ambiente descrito por eles em fevereiro de 2002. Naquela ocasião, as empresas tentavam se recuperar da crise gerada pelo “apagão”. À época, as expectativas eram de crescimento da economia e das atividades do setor, o que não aconteceu.
Desempenho – Neste início de ano, o indicador de desempenho das empresas da construção saiu do patamar de estagnação em que se encontrava desde 2003, graças à elevação do item na comparação com as pesquisas de novembro e de fevereiro de 2005. Este foi o melhor resultado desde fevereiro de 2002. A mudança foi significativa e veio em linha com outro importante indicador de atividade da empresa formal: o emprego em obras que, em janeiro, cresceu 4,1% na comparação com janeiro de 2005.
Essa melhora foi acompanhada pela redução das dificuldades financeiras, cujo índice caiu 3% em relação à pesquisa de novembro e 8% em relação a fevereiro de 2005.
Perspectivas – Mais que uma tendência, a 26ª Sondagem da Construção mostrou um empresário que não está pessimista com as perspectivas de sua empresa. Há cinco pesquisas, o indicador de perspectivas de desempenho das empresas vem crescendo e, agora, ultrapassou ligeiramente o patamar 50, centro da tabela que indica tendências neutra (50), pessimista (menos de 50) e otimista (mais do que isso).
Um dos principais fatores deste otimismo tem relação direta com o aumento considerável da oferta de recursos para o financiamento habitacional em 2006.
Quando o assunto foram as eleições, o resultado abaixo de 50 mostrou que não há muita convicção de que a ocorrência do pleito influenciará o nível de atividade da empresa. As questões relacionadas à condução da política econômica e ao crescimento da economia também mostraram uma melhor avaliação do empresário da construção.
São Paulo – Os resultados da 26ª Sondagem da Construção para o Estado de São Paulo também revelaram melhora substancial tanto no desempenho das empresas quanto nas perspectivas para os próximos meses. Entretanto, o indicador ainda está um pouco menor do que o de fevereiro de 2002.
Em São Paulo, os empresários também perceberam o impacto da expansão da oferta de recursos e mostram-se menos confiantes no impacto das eleições sobre os negócios da empresa.
São Paulo, 04 de abril de 2006
Fonte : - Construmail 1255 / Sinduscon-SP
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